1Cirurgia Vascular
A cirurgia vascular é uma especialidade médica responsável pelo diagnóstico, tratamento clínico e cirúrgico das doenças que acometem os sistemas arterial, venoso e linfático. O cirurgião vascular realiza exames diagnósticos como US doppler, arteriografia e flebografia e é capaz de resolver enfermidades como aneurisma de aorta, doença arterial oclusiva periférica, estenose de artérias carótidas e renais, pé diabético, trombose venosa, varizes de membros inferiores, fístulas artério-venosas, linfedemas, erisipela, dentre outras.
2Tratamento Cirúrgico de Varizes
Varizes são veias dilatadas e tortuosas que perderam a função de proporcionar o retorno sanguíneo. O tratamento das varizes é individualizado, sendo de acordo com o tipo de varizes, a gravidade da doença e a condição geral do paciente. Os objetivos são aliviar os sintomas, tratar e prevenir as complicações, prevenir recorrências e proporcionar satisfação estética. A cirurgia de varizes consiste na retirada das veias varicosas através de mini-incisões escalonadas e na eliminação dos pontos de refluxo do sistema venoso profundo para o superficial (veia safena magna, veia safena parva e veias perfurantes) • É contra-indicada nas seguintes situações: presença de úlcera ativa e infectada, varizes em pernas isquêmicas, agenesia do sistema venoso profundo, infecção sistêmica, doença grave associada, linfedema, diátese hemorrágica, gravidez e idade avançada (relativa) De uma forma geral a cirurgia de varizes é considerada segura e apresenta baixíssimo risco de complicações maiores. As principais são: - Lesão de vasos maiores: somente em cirurgias que envolvem a retirada da veia safena ( 0,017 a 0,3%)⠀ - Trombose venosa profunda (0,5 a 1%): ocorre em cirurgias mais demoradas e em pacientes impossibilitados de andar no pós-operatório ⠀- Infecção da ferida operatória (1,5 a 13,7%): ocorre principalmente em cirurgias em que há retirada da veia safena⠀ - Fistula linfática e linfocele (1,3 a 16,5%): lesão de pequenos vasos linfáticos que passam bem próximo às veias varicosas, são complicações benignas que se resolvem na maioria dos casos com drenagem do líquido e compressão local.⠀ - Tromboflebites (0,3 a 20%): formação de coágulos e inflamação em veias superficiais normais que estavam conectadas às veias varicosas que foram retiradas. Geralmente causam dor e vermelhidão local, sendo tratadas com anti-inflamatórios e compressas. ⠀ - Hematomas e equimoses (1 a 75%): complicação bastante comum e esperada na cirurgia de varizes que são resolvidas, na grande maioria dos casos, com cremes, géis e uso de meias no pós-operatório
3Escleroterapia líquida
Escleroterapia líquida, também conhecida como “aplicação”, é um procedimento médico para tratamento de varizes e consiste na injeção de substâncias irritantes em sua forma líquida dentro da veia com o objetivo de causar uma inflamação e fibrose no vaso tratado, resultando em seu desaparecimento.
1Escleroterapia com espuma
A escleroterapia com espuma consiste na injeção de uma substância esclerosante chamada Polidocanol, em forma de espuma, dentro das varizes, com o objetivo de causar a destruição do vaso. É um procedimento realizado pelo cirurgião vascular dentro do consultório, com duração de alguns minutos e não há necessidade de repouso após o tratamento.
2Laser transdérmico para tratamento de varizes
O laser Nd-Yag 1064 é hoje considerado o melhor laser para tratamento de varizes. É possível tratar as veias reticulares ou nutridoras (diâmetro de 1 a 3 mm) e as telangiectasias (veias de até 1 mm). Para minimizar o desconforto durante o procedimento utilizamos resfriadores que, além do efeito analgésico, promove a proteção da pele. As vantagens do laser transdérmico incluem: procedimento não invasivo, ausência de reações alérgicas uma vez que não há injeção de medicamentos, menor reação inflamatória cutânea e menor risco de manchas hipercrômicas (escuras) na pele.
3Crioescleroterapia
A crioescleroterapia é uma variação da escleroterapia tradicional, sendo mais eficaz principalmente em veias reticulares, aquelas com diâmetro entre 1 e 3 mm. Consiste na injeção de glicose 75% a baixas temperaturas, promovendo o dano físico (pela ação do frio) e químico (pela ação do esclerosante) à parede do vaso. Outros benefícios do procedimento incluem diminuição do sangramento e equimoses pela ação vasoconstritora do frio, menor chance de hiperpigmentação e diminuição da dor durante o tratamento.
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